Nota aos familiares: Os registros civis e a árvore genealógica estão documentados e salvos no FamilySearch.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Rio Da Luz

A trajetória dos meus antepassados se entrelaça diretamente com a colonização do Vale do Itajaí e do Norte de Santa Catarina. O legado deles está literalmente gravado na geografia da região, seja na preservação cultural do Rio da Luz, na antiga Estrada Tifa Blank, ou na homenagem pública da Rua Gottlob Enke no bairro Rau.
Conectando os Pontos da sua História Familiar
  • O Pioneirismo de Gottlob Enke: Meu trisavô (pai de Alma) foi um dos desbravadores da região. A Rua Gottlob Enke, localizada no bairro Rau, fica em uma área tradicional de Jaraguá do Sul que cresceu junto com os primeiros núcleos de imigrantes. Inclusive, nas proximidades da mesma região, nota-se a presença de vias como a Rua Anna Muller Enke, reforçando o forte impacto da família na comunidade local.
  • O Significado de "Tifa": O termo Tifa (derivado do alemão Tiefenbach, que originalmente significava "ribeirão fundo", mas passou a designar picadas, vales ou pequenas ramificações de terra firme) é uma marca registrada da identidade linguística do norte catarinense. A Estrada Tifa Blank fica na região do Rio da Luz II, uma das áreas mais preservadas e bucólicas do município. 
  • Patrimônio Nacional do Rio da Luz: Herta Lafin (nascida Schwab), nasceu em um verdadeiro museu a céu aberto. O tombamento federal pelo IPHAN em 2007 reconheceu o Rio da Luz como uma paisagem cultural única no Brasil, onde a arquitetura enxaimel, os salões de sociedades tradicionais (como a vizinha Sociedade Centenário) e a agricultura familiar mantêm viva a essência dos pioneiros alemães que chegaram a partir da década de 1870. 
  • A Mudança para Blumenau: O deslocamento da família do Rio da Luz para a Rua Almirante Tamandaré, no bairro Vila Nova em Blumenau, acompanha um movimento migratório muito comum no século XX: a transição das colônias agrícolas do interior para os eixos urbanos e industriais do Vale, mantendo os laços culturais acesos mesmo em novas vizinhanças.

Meus trisavós, bisavós, avós moraram em Rio da Luz em Jaraguá do Sul e a minha mãe, Herta Lafin nascida Schwab, nasceu lá e morou durante algum tempo. Depois a família mudou-se para Blumenau, mais precisamente pra rua Almirante Tamandaré, bairro da Vila Nova.

Rio da Luz atualmente foi tombado como patrimônio nacional pelo IPHAN, conforme abaixo:
"O processo de tombamento da região do Rio da Luz iniciou na década de 1990 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foi concretizado em 2007. “A região já é Patrimônio Histórico Brasileiro e integra os Roteiros Nacionais de Imigração. Foi um tombamento realizado a nível federal, assim como ocorreu em Ouro Preto (MG), Pelourinho (BA) e Olinda (PE). São patrimônios nacionais”, explica o fiscal do Patrimônio Histórico de Jaraguá do Sul, Carlos Baratto. ."
O que é o Roteiro do Imigrante:
"São as milhares de pequenas propriedades rurais nas estradas abertas pelos imigrantes pioneiros que guardam, na paisagem, na arquitetura e nas tradições, as marcas da cultura dos países de origem e sua interação com o Brasil."

Pesquisando por Rio da Luz encontrei a Tifa Blank, ver mapa:

Tifa Blank, em JGS

O meu bisavô
chegou ao Brasil em 1879, com seus pais e irmãos. Outra lembrança da presença destes colonizadores é a Estrada  Tifa Blank [2], fica em Rio da Luz em Jaraguá do Sul.

Nota: [2] Tifa significa:  pequeno bairro - vilarejo
.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Família Viebranz

Com base nos dados reunidos, é extremamente provável que Friederike Viebrantz ('trisavó) e Friedrich Viebrantz fossem irmãos ou primos de primeiro grau.
A combinação de três fatores principais fundamenta essa forte hipótese genealógica:
  1. Mesma procedência exata: Ambos residiam no minúsculo vilarejo de Groß Dewsberg (atualmente Dziwogóra) e orbitavam as mesmas localidades agrícolas (Lutzig e Quisbernow) pertencentes à paróquia e distrito de Bad Polzin (Połczyn-Zdrój).
  2. Migração conjunta e conectada: Eles não apenas vieram no mesmo navio (C.F. Funch, aportando em abril de 1876), mas migraram com o mesmo destino específico: o reduto pomerano de Blumenau (se estabelecendo na região de Rio dos Cedros/Timbó/Pomerode). Em comunidades rurais da Pomerânia, era padrão o deslocamento migratório de núcleos familiares estendidos (irmãos, cunhados e sobrinhos viajando juntos para apoio mútuo).
  3. Padrão de nomenclatura (Antroponímia): O nome do próprio Friedrich e de seus filhos reflete diretamente o nome de sua trisavó e de seu marido (August Laffin). Note que Friedrich batizou filhos como Auguste (20 anos no navio) e Wilhelm (Heinrich Wilhelm Julius). O uso repetido de nomes como Friedrich, Friederike, Auguste e Wilhelm cruzados entre as famílias Laffin e Viebrantz é um forte indicativo de partilha de linhagem.
Como transpor a barreira dos registros "perdidos"
Os registros civis do Império Alemão (Standesamt) só começaram oficialmente em outubro de 1874. Como a maior parte dos livros da Igreja Evangélica Luterana de Bad Polzin anteriores a essa data foi destruída ou fragmentada durante a Segunda Guerra Mundial, a pesquisa direta de batismo tornou-se difícil. Contudo, existem caminhos alternativos cruciais para tentar confirmar o nome dos pais de Friederike e Friedrich: 
  • Duplicatas de Livros Paroquiais (Kirchenbuchduplikate): Embora muitos livros originais tenham sumido, os pastores eram obrigados a enviar cópias anuais para os arquivos centrais. O Arquivo Estadual de Greifswald (Landesarchiv Greifswald) e o Arquivo Estatal de Szczecin guardam cópias remanescentes dessa região. Você pode buscar no banco de dados do Pomeranian Genealogical Association (PTG) ou na coleção específica do FamilySearch: Pomerania Church Records. [1, 2, 3, 4]
  • Registro de Casamento Laffin-Viebrantz no Brasil:  Friederike Viebrantz casou-se com August Laffin na  Alemanha, e o óbito dela não foi registrado detalhadamente em cartório brasileiro, o documento nacional pode conter a filiação que você tanto busca. No Brasil, os registros religiosos e civis costumavam ser mais descritivos quanto à naturalidade e parentesco dos imigrantes.
  • Registros de Terras e Censos (Grundakten): Groß Dewsberg era dominada por propriedades agrícolas rurais e destilarias. Os arquivos poloneses em Koszalin ou Szczecin mantêm registros de propriedades e contratos de herança de terras da Pomerânia anteriores a 1874. Se o pai de Friederike e Friedrich possuía ou trabalhava em terras locais, os nomes dos herdeiros podem constar ali.

August Laffin e minha trisavó, Friederike Laffin nascida Viebrantz, estavam morando em Groβ Dewsberg, Polzin, Pommern, Preußen/Deutschland quando emigraram e vieram para o Brasil a bordo do navio C.F.Funch saindo da Antuérpia/Bélgica. 

No mesmo navio que Friedericke, Friedrich Viebranz e sua esposa Wilhelmine também oriundos de Groβ Dewsberg  embarcaram com  a  familia (ver registro) com destino a Blumenau/SC. 

Nota: Dewsberg,  após 1945, é uma vila da Polônia chamada Dziwogora. 

Encontrei o registro de óbito de Wilhelmina  (Guilhermina)Viebrantz (*1831 + 1889) nascida Ropke, casada com Friedrich.


Wilhelmina Viebrantz
 nasc. Röpke, - nascimento: 29 de agosto de 1831, falecimento: 01 de abril de 1889

Transcrição do registro de óbito: "(54) Em seguida pelo mesmo Inspetor, no mesmo dia, mesmo lugar, na presença das testemunhas abaixo assignadas foi declarado que no seu distrito, no dia um de abril de mil oitocentos oitenta e nove, no mesmo dia faleceu Guilhermina(1) Viebranz nata Röbke, religião evangélica, nascida em vinte e nove de agosto de mil oitocentos e trinta e um, e a mesma faleceu de apoplexia e foi sepultada no dia dois de abril de mil oitocentos e oitenta e nove em Encruzilhada no distrito de Rio dos Cedros. E por nada mais a declarar e para constar lavra a presente e em seguida assigna declarante Paulo..... e as testemunhas, Auguste Werner e Alberto Schadrack, ambos oficiais de justiça, moradores da Villa. Eu Hugo Riede, escrivão que o escrevi." Nota(1): O nome de Wilhelmine foi aportuguesado para Guilhermina.


De acordo com os registros da Igreja Evangélica de Blumenau temos o seguinte:

VIEBRANZ, Friedrich August Heinrich, colono em Rio do Cedro, oo Caroline Wilhelmine n. Röpke * 1831 + 1889 
Filhos:
F. Heinrich Wilhelm Julius Viebranz * 14.11.1857 de Lutzig/Polzin/Pommern, casou aos 07.01.1877 com  Auguste Marie Henriete Kamke * 04.01.1857 de Bramstaed/, filha de Ferdinand  Kamke e   Friederike n. Thom.  Testemunhas: Friedrich Viebranz e Wilhelm Kleinschmidt.  
 
 

Registro (1) de casamento de Heinrich com Auguste

        Filhos de Heinrich e Auguste:  
          N. Carl Hermann Wilhelm Viebrantz * 10.02.1878  Rio Cedro
          N Heinrich August Albert Viebrantz * 03.03.1882 Rio Cedro 
          N. Anna Mathilde Bertha Viebrantz   * 13.06.1880 Rio Cedro 
          N. Ida Marie Luise Viebranz (sic)      * 05.08.1885 Cedro 
          N. Anna Auguste Emilie Viebrantz     * 10.06.1888 Cedro l.
F Carl Viebrantz *14.11.1860 de Quisbernow/Pomerânia, colono em Rio Cedro, casou em Pomerode aos 30.09.1883 com Wilhelmine Dahlke *07.10.1859 de Alt Schlage/Belgard, filha de Friedrich Dahlke e Henriette n. Dallmann. Testemunhas: Heinrich Klug e Bertha Latzke. 

 

 
Registro paroquial (60) do casamento de Carl Viebranz e Wilhelmine Dahlke em 1883
 
Filhos de Carl e Wilhelmine:   
N. Albert Friedrich Oscar Viebranz (sic) * 06.04.1885   

Segundo casamento de Carl Viebrantz *14.11.1860 de Quisbernow/Pomerânia,    casou em Timbó aos 29.11.1886 com Auguste Kohls * 05.10.1867 de Groβ Rambin/Pomerânia, filha de Ferdinand Kohls e Wilhelmine  n. Thurow, Testemunhas: Gustav Drews e Albert Viebranz.         

        Filhos Carl, viúvo, e segundo casamento com Auguste: 
        N. Maria Auguste Ida Viebrantz * 20.07.1887 Cedro 

      
 F. Albert Viebranz,  *15.02.1868 de Dewsberg, koslin. Casou-se com, Wilhelmine Latzke, morou em Rio dos Cedros, e tiveram 7 filhos:  Emma, Rudolf, Frederico, Oscar, Augusto e > Otto < (meu avô)

Contribuição de Fábio: 
"Meu nome é Fábio Viebrantz,sou nascido e moro em Curitiba,mas meus pais vieram de Santa Catarina.
Meu bisavô chama-se Albert Viebrantz, nascido em 15/02/1868 em Thesberg Kikoslin. Casou-se com minha bisavô Wilhelmine Latzke, morou em Rio dos Cedros, e tvieram 7 filhos, (em português) Emma, Rudolf, Frederico, Oscar, Augusto e > Otto < (meu avô). Tenho alguns documentos deles."

Dos registros constantes no arquivo nacional dos embarcados no C. F. Funch com destino a Blumenau para a Família Viebrantz foi copiada a figura abaixo.

Nota:  O vilarejo de Lutzig e de Neu Lutzig faziam parte da destilaria Dewsberg,  da fábrica de amido e da cooperativa de laticínios em Bad Polzin. 


Dados compilados do registro do navio, C.F. Funch, chegada an Rio de Janeiro em 30/04/1876, co destino a Blumenau. Família de Friedrich Viebrantz residente em Groβ Dewsberg: 

Friedrich Viebrantz -  40 anos - nacionalidade: Alemã;
Albert -  7 anos; (15.02.1868 de Groβ Drewsberg/Polzin/Pomerânia)
Auguste - 20 anos;
Carl - 14 anos; (*14.11.1860 de Quisbernow/Pomerânia)
Friedrich - 9 anos;
Theodor - 4 anos;
Wilhelm - 17 anos; (*14.11.1857 de Lutzig/Polzin/Pommern)
Wilhelmine - 43 anos.

Cidades de origem dos emigrantes:
Lutzig atualmente faz parte da voivodia Pomerana da Polônia sendo Stare Ludzicko;
Quisbernow atualmente faz parte da voivodia Pomerana da Polônia sendo Biernów