terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Imigrantes de Blumenau: Pagamento das passagens de navio, diárias e das terras.

 De acordo com o Relatório (capa abaixo)  as passagens dos emigrantes para a Colonia de Blumenau foram pagas como descrito abaixo, pg 32:




Pagamentos feito pelos colonos e o relatório d e Pedro Leitão da Cunha, página 33: 

" Os adiantamentos feitos aos colonos dividem-se em: 

1.· Adiantamentos de passagens da Europa para cá, a restituir no prezo de dous annos, á contar do fim do segundo ano e seus juros

No presente anno não tiveram logar tais adiantamentos; porém nos anteriores os receberam 171 pessoas, da qual foram restituídos e arrecadados  

 2. Diárias que se pagam a pessoas adultas na razão de 400 rs., á... de 10 a 5 anos, na de 240. e ás de 5 a 2 anos na de 160.
 Os prazos da restituição carecem ainda de regularidade definitiva, não existindo instrucção alguma sobre este assumpto.
 
O total das diárias pagas a 24.1 famílias com 906 pessoas ..... por eles dividido, tece a cada uma ...

  3. Dividas por terras vendidas a prazos de quatro annos , e com os juros de 6 por cento a conter do primeiro anno em diante. 

Estes prazos e juros são determinados pelas instrucções de 10 de Dezembro de 1860 pelas quaes se rege a colonia, no entretanto que nos contractos dos colonos de Steiman é estipulado que o pagamento seja feito em quatro prazes annuees, principiando dous annos depois do estabelecimento. Declara pois o Director da colónia que convém harmonizar estas determinações, e melhor será adoptar as estipulações do contracto Steiman. 

A importancia total das terras vendidas, tanto a prazo, como a dinheiro á vista até o fim de Junho d'este anno, é de 60:330&302 rs , da qual foram arrecadados 6:591&250 réis."


Fonte: Ciasc - Hemeroteca Digital Catarinense










segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Rua Johann Lafin

As terras do casal, Maria e Johann Lafin, foram adquiridas por volta de 1935 e no local, inicialmente, moravam o casal e os dois filhos. A casa ficava no início do morro e as terras na parte da frente serviam de caminho (antiga rua Johann Lafin) para a casa e pasto de vacas e plantio de legumes e verduras. 

Neste caminho eram soltas as vacas leiteiras e do lado da casa, na parte baixa, no sopé do morro, ficava um galinheiro para abrigo dos patos, marrecos e gansos e um rancho de madeira de dois andares, a parte inferior servia de abrigo para as vacas leiteiras e a parte superior para guarda dos materiais de cultivo e outros.

Os animais ficavam na parte da frente da casa, isolados por um cercado. No quintal do cercado da frente casa ficavam as vacas, galinhas, patos, marrecos e gansos. Os gansos cuidavam do quintal e impediam o acesso de estranhos a casa principal ou seja como um bom filho de pomerano, Johann Lafin, não tinha cães de guarda mas gansos. No quintal ainda tinha um laguinho que servia de bebedouro dos animais e para natação das aves.

Gansos
 Gansos são aves com excelente senso de vigilância (os gansos da espécie sinaleiro que o digam, ao menor sinal se alarmam!).

O CAMINHO vinha da Rua Almirante Tamandaré, entre o antigo número 1220 e 1300, de aproximadamente 206 m, fazendo divisa com as terras de Max Bronemann e de Max Heinig até a casa, e media cerca de  206 m. (ver figura 1)

 A cerca de 20 m da entrada, pela Rua Almirante, tinha uma ponte de madeira, sobre o Ribeirão Jararaca (ver mapa da Figura 2), bem construída e era usada por carros que acessavam a casa de Hildegard Braun nascida Lafin e no final a de Maria Lafin. 

A Rua aprovada era a servidão antiga que vinha da Rua Almirante Tamandaré, vr Lei 2412/78 e figura da rua Johann Lafin, sem prolongamento.


Figura 1- A rua passa a medir 441m conforme croqui, sendo prolongada em 225 m.,

Todas terras da rua Johann Lafin foram cedidas pelos Lafin, lei 2412. 


Figura 2- Mapa do Bairro da Vila Nova com o Ribeirão Jararaca, cruzando a antiga 
Rua Johann Lafin e desembocando no Ribeirão da Velha, perto da Ramiro Ruediger



Figura 3 - Lei de 1978 informa a extensão da rua de 186m
mas não fornece a largura.



Figura 4 - Rua passa a medir 441m conforme croqui, sendo prolongada em 225 m.,


Figura 5 - Parte hachuriada é da Lei 2412/1978, onde está prevista a rua
 (antigo caminho tipo servidão) até a residência de
 Maria Lafin (Johann faleceu em 14/03/1963).
A outra parte é o prolongamento.

Figura 6 - Espolio de Maria Lafin


Figura 7 - Rua Johann Lafin modificada

Na rua dos desmembramentos aprovados em nome de Engelberto Naatz, Daniel Américo Moreira e Heriberto Holetz, Lauzinho Pacher, e Espólio de Maria Lafin, totalizando 441,00 m (quatrocentos e quarenta e um metros) de extensão, localizada no Bairro Vila Nova. 

Com o tempo, a ponte de madeira desmoronou e a rua Johann Lafin só tinha entrada pela rua Waldemar Farinhas e não pela rua Almirante Tamandaré. A rua passou a ser  uma continuidade da rua Waldemar Farinhas e a sua entrada pela rua São Leopoldo, antigas terras da Família Schwab
A rua Johann Lafin foi asfaltada e o ribeirão Jararaca foi parcialmente canalizado. 

Por outro lado, o encurtamento da Rua Johann Lafin, ENTRADA  pela  WALDEMAR FARINHAS, não foi encontrado em nenhuma legislação municipal, no lugar do seu prolongamento e  entrada pela Rua  ALMIRANTE TAMANDARÉ, BEM COMO O QUE FOI FEITO DESTA PARTE.

 

Fonte:

Viabilizar o prolongamento da Rua Johann Lafin, no Bairro Vila Nova.

Justificativa: atualmente a rua tem 186,00 metros oficiais. Situada no início da Rua Almirante Tamandaré, entre os n°s 1.220 e 1.300.
Os moradores da rua necessitam da oficialização do prolongamento da via, conforme dados anexos aprovados pelo SEPLAN, para retirada de documentos dos terrenos.



Projeto de Lei Nº 6347/2012

Dados do Documento

  1. Data do Documento
    29/11/2012
  2. Documento sem Manifesto
  3. Ementa
    DENOMINA DE “RUA JOHANN LAFIN”, PROLONGAMENTO DE VIA PÚBLICA LOCALIZADA NO
  4.  BAIRRO VILA NOVA. 
  5. Objeto: DENOMINAÇÕES
  6. Situação
    Projeto Sancionado/Promulgado em 12/12/2012
  1. Processo
    1/1759

Art. 1º É denominado com o mesmo nome de Rua Johann Lafin - denominada pela Lei nº 2.412, de 1º de novembro de 1978 - o prolongamento da referida via pública em mais 225,00 m (duzentos e vinte e cinco metros), descrita em parte como rua dos desmembramentos aprovados em nome de Engelberto Naatz, Daniel Américo Moreira e Heriberto Holetz, Lauzinho Pacher, e Espólio de Maria Lafin, totalizando 441,00 m (quatrocentos e quarenta e um metros) de extensão, localizada no Bairro Vila Nova.

Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação


sábado, 12 de setembro de 2020

Registros de Roehrigs e Laffin

 

Foto de livro com dados sobre Família Laffin e Viebrantz👪




Foto de livro com dados sobre Família Röhrigs e Blasberg
 
Os Röhrigs 👪se mudaram de Colonia Theresopolis para Itoupava  Alta em Blumenau e as filhas👧👧, Elisa e Anna, casaram com os irmãos Laffin,👦👦Reinhard e Hermann respectivamente.


sábado, 20 de julho de 2019

Rua São Paulo

Rua São Paulo, 1710 - Blumenau
Casa do João Luiz Lafin e Dona Herta Lafin

Encontrei esta foto da casa dos meus pais no Grupo Antigamente Blumenau do Facebook. A foto provavelmente é da década de 80, pois o terreno ao lado não tem edificações. Era uma casa muito simples e antiga, deveria fazer parte das casas do patrimônio histórico, de tão antiga. Ela não foi construída pelos meus pais. Foi conservada e mantida no mesmo estilo da época de sua aquisição.  
A casa provavelmente já tem uns 100 anos ou mais. 
A foto foi tirada da janela da casa do vizinho, a família Reuter. 
Hoje em dia, no terreno vazio há um prédio de 4 andares e a casa do outro lado,  Bar do Sr Mário, já foi demolida, bem como a casa da família Reuter onde é um estacionamento.

A janela da casa azul que aparece na foto era do escritório de meu pai , João  Luiz Lafin. O escritório era seu local preferido, gostava de de ler, de tocar violão, falar com os filhos, datilografar, programar e agendar pagamentos  e telefonar. Enfim, ele passava, depois de aposentado, algumas horas do dia neste local.

Todo final do mês, quando já tinha uns 65anos ou mais, ele ficava  horas organizando as contas e programando quando iria ao banco para fazer os pagamentos. Não existia o pagamento on line.

Mais tarde, ele abriu mão do escritório e cedeu o espaço para o filho mais velho instalar uma loja de venda de itens de informática. O casal permitiu a reforma da casa para dar espaço para o filho mais velho, esposa e filho. Tanto o meu pai, João e Herta, minha mãe, abriam mão do pouco conforto que tinham para os filhos. Uma pessoa empática e quieta.
 

A árvore em frente da casa azul é uma ixoria vermelha e a muda veio  da nossa casa da rua Almirante Tamandaré, 1300. A primeira mudinha da planta foi dada pelo meu avô, Johann Lafin, para minha mãe, Herta Lafin. Ela cuidava com muito carinho da planta pois foi presenteada pelo sogro e  era difícil de encontrar na  época que ela ganhou a muda, por volta de 1960.

Foto atual da Rua São Paulo 1710, em 2021 do google: Terreno Rua São Paulo,1710





quinta-feira, 23 de maio de 2019

Familia Schwab e a imigração



No ano de 1914, faleceu Richard Robert Schwab, morador de Gunzen, afinador de gaitas e deixou filhos e esposa.  
A filha, Ella, casou-se, em 1917, na Pomerania, com Emil Burow e em seguida veio para o Brasil.
Em 1922, o filho, Robert Max Schwab,veio para o Brasil.
 Em 1923, Idalina Schwab, a viúva,  planejou mudar para o Brasil para começar uma nova vida, na companhia de seus filhos menores, Martin, Wanda e Gertrud. O filho mais velho Richard Schwab, de 24 anos, ficou morando na Alemanha.

1) Robert Max Schwab

O filho,  Robert Max, de 23 anos, veio para o Brasil para preparar a vinda da mãe e dos irmãos menores.
Encontrei o nome de Robert Max  na relação de passageiros do vapor D. Rugia, procedente de Hamburgo. Em 22 de maio de 1922, ele  desembarcou no Porto do Rio de Janeiro.  A relação complea pode ser encontrada no registro no arquivo nacional. 
O filho, Roberto Max Schwab, era conhecido entre os familiares, como Max.

Os registros de embarque de Max mostram que ele morava em Jessnitz em Sachsen-Anhalt, enquanto que em outros documentos consta que morava em Altona e outros em Untersachsenberg.

vapor D. Rugia



2) Idalina Schwab nascida Meinel  

Idalina nascida Meinel, era afinadora de instrumentos musicais, tais como gaita de boca e veio para dar inicio  a fábrica de gaitas Hering de Blumenau. (Nota: Meinel é uma marca alemã que existe até hoje de gaitas de boca e outros instrumentos musicais.)

Em 1923, Idalina embarcou no vapor Bilbao, procedente de Hamburgo com os filhos:
- Martin Schwab (meu avô materno), com 16 anos;
- Wanda Schwab, com 15 anos;
- Gertrud Schwab, com 13 anos.

Maiores detalhes no Family Search Ou no Ancestry

Martin Schwab
ARRIVAL PLACE:Rio de Janeiro; Santos; Paranagua; Sao Francisco do Sul; Rio Grande do Sul
HOUSEHOLD MEMBERS:
Name
Ida Schwab
Martin Schwab
Wanda Schwab
Gertrud Schwab

3) Ella Frieda Schwab

O registro de casamento, a seguir, mostra que Ella Frieda morava na Alemanha, em Stettin, Pomerânia e que os pais, Richard e Ida Lina moravam  em Gunzen em Voigtland

Registro de casamento de Ella Frieda Schwab com Emil Bürow

Transcrição do registro:  Nr. 126.Stettin am 25. Juni 1917.

 

Noivo: der Kupferschmied Emil Max August Burowauf Grund der Aufgebots-Bescheinigung anerkannt, Evangelischer Religion, geboren am 18. August 1890 zu Zarnefanz, Kreis Belgrad, wohnhaft in Stettin, Langestraße 45, Sohn des Schumachermeisters Albert Burow und seiner Ehefrau Martha geborenen Binderwohnhaft in Zarnefanz; 

Noiva: die Ella Frieda Schwab, ohne Beruf, auf Grund der Aufgebots-Bescheinigung anerkannt, evangelischer Religion, geboren am 15. Februar 1894 zu UntersachsenbergAmtshauptmannschaft Auerbach wohnhaft in Stettin, Langestraße 45,Tochter des Harmonikastimmers Richard Robert Schwab, verstorben, zuletzt wohnhaft in Gunzen, und seiner Ehefrau Ida Lina geborenen Meinel,wohnhaft in Gunzen.



4) Gunzen 

Die Amtshauptmannschaft Auerbach war ein Verwaltungsbezirk im Königreich Sachsen. Das Verwaltungsgebiet bestand auch im nachfolgenden Freistaat, Gau bzw. Land bis 1952. Sein Gebiet gehört heute zum Vogtlandkreis in Sachsen. Von 1939 bis 1952 hieß der Verwaltungsbezirk Landkreis Auerbach.





ELES MORAVAM NA REGIÃO DA MUSICA, TANTO RICHARD COMO IDALINA FORAM AFINADORES DE INSTRUMENTOS MUSICAIS.

Em 1952 wurde der Landkreis Auerbach durch die DDR-Kreisreform aufgelöst. Nachfolger wurden am 25. Juli 1952 die neuen Kreise AuerbachReichenbach und Klingenthal.
Gunzen ist ein Ortsteil von Schöneck im sächsischen  Der Ort wurde am 1. Januar 1995 eingemeindet. In der Gemarkung von Gunzen liegt die Siedlung Zwotental mit dem gleichnamigen Bahnhof Zwotental.
Schoneck uma cidade na Saxonia Vogtlandkreis e está localizada a cerca de 25 quilômetros a sudeste de Plauen . Com 707  m (igreja), é a cidade mais alta do Vogtland e é o chamado canto da da música . Devido à altitude e às extensas florestas, Schöneck é um resort reconhecido pelo estado e esportes de inverno desde 1962.


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Rio Da Luz


 Meus trisavós, bisavós, avós moraram em Rio da Luz em Jaraguá do Sul e a minha mãe, Herta Lafin nascida Schwab, nasceu lá e morou durante algum tempo lá. Depois a família mudou-se para Blumenau mais precisamente pra rua Almirante Tamandaré, bairro da Vila Nova.

Rio da Luz atualmente foi tombado como patrimônio nacional pelo IPHAN, conforme abaixo:
"O processo de tombamento da região do Rio da Luz iniciou na década de 1990 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foi concretizado em 2007. “A região já é Patrimônio Histórico Brasileiro e integra os Roteiros Nacionais de Imigração. Foi um tombamento realizado a nível federal, assim como ocorreu em Ouro Preto (MG), Pelourinho (BA) e Olinda (PE). São patrimônios nacionais”, explica o fiscal do Patrimônio Histórico de Jaraguá do Sul, Carlos Baratto. ."
O que é o Roteiro do Imigrante:
"São as milhares de pequenas propriedades rurais nas estradas abertas pelos imigrantes pioneiros que guardam, na paisagem, na arquitetura e nas tradições, as marcas da cultura dos países de origem e sua interação com o Brasil."

Pesquisando por Rio da Luz encontrei a Tifa Blank, ver mapa:

Tifa Blank, em JGS

O meu bisavô
chegou ao Brasil em 1879, com seus pais e irmãos. Outra lembrança da presença destes colonizadores é a Estrada  
Tifa Blank [2], fica em Rio da Luz em Jaraguá do Sul.

Nota: [2] Tifa significa:  pequeno bairro - vilarejo.

Meu trisavô. Gottlob Enke, pai de Alma,  pelo seu pioneirismo também foi homenageado com Rua Gottlob Enke - Rau - Jaraguá do Sul - SC.
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